10/2012 e continua.

Meu mundo revirou-se todo e, ao avesso, não consigo encontrar sentido no que antes me foi tão essencial. Você já não faz mais sentido. Os livros da estante são apenas blocos de papel que o tempo amarelará. As roupas amassadas dentro da mala são apenas pedaços de pano que as traças irão destruir. O rosto no espelho não passa de pele que o sofrimento – ou os sorrisos – irá enrugar e enfeiar. E eu não sou nada além de nada.
Meus olhos querem descanso e minha cabeça procura por um peito quente e tranquilo para repousar durante um sono tranquilo; até encontra, mas não se importa muito. Assim como meu coração que bate apenas por teimosia, uma teimosia que é mais hábito que vontade.
Respirar é só o que sei fazer.

Respiro e escrevo e vivo, meio assim, mas vivo. Desisti há tempos de saber o que é “viver”, sim! Desisti porque não há sentido ficar presa para sempre nessa busca. Nunca encontrarei o sentido da vida, do Universo e tudo mais, por mais que eu acredite que está bem longe de ser 42.

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