Apenas não.

Não se segure tanto ao me segurar
Sempre se empenhando tanto em me assegurar
Que não se sente seguro e nem acredita que possa ficar
Apenas reforçando minha falta de esperança da segurança que nunca quis dar

Não se apresse tanto ao me pressionar
Apertando assim, pode me quebrar
Ignorando o “Mais uma noite, só mais uma noite”, minha prece ao chorar
Impressionando a todos com sua facilidade de me deixar

Não lute tanto ao me ver desabar
De joelhos é mais fácil implorar
Sempre se baseando no que podem pensar
Nunca secando as lágrimas do meu desabafar

Não se bata tanto assim ao errar
Comigo sempre foi fácil acertar, preferiu fazer chorar
Combatendo meus sorrisos ao falar
Para não me deixar abater com suas palavras gritadas na minha jugular

Não volte tanto se não quer voltar
Se sempre preferiu fugir a enfrentar
Na frente é difícil dizer não amar
Correndo é mais fácil simplesmente ignorar

Não se esforce tanto em me odiar
Sempre se esforçando em me deixar notar
Que não precisou querer tão forte para deixar de me amar
Enquanto ainda forço meu coração a se curar

Não me conte tanto se tudo que sempre quis foi se calar
Se posso seguir contando nos dedos, os meus e os teus, as coisas que preferiu não falar
Fazendo questão de deixar claro não ser alguém com quem contar
Arrebentando e voltando para consertar as contas do meu colar

Não tente tanto quando tudo que faz é me magoar
Sempre provando que tudo que sei é errar, gritar e te culpar
Então, pare de tentar
Procurando sempre uma desculpa para me procurar

Que eu paro de amar tanto
De sofrer tanto
De me doer inteira

Sempre.

0 Comentários: