Fim de maio.

"A música toca e ela faz lembrar cada sorriso que beijei e cada sorriso meu que ganhou um beijo. Agora oa sorrisos são apenas nostálgicos e não de uma pura alegria inocente. Não somos mais inocentes e nossas conversas só mostram o quão longe chegamos para nos separarmos. Não consigo te soltar no mundo porque quem se sente solta sou eu. Me sinto partida ao meio feito o coração que você me devolveu. Me sinto faltando um pedaço grande demais para ser preenchido por qualquer coisa que não seja outro pedaço seu. Estou repetindo as palavras que há muito tempo já disse, que já escrevi,  apenas porque agora sei que elas dizem a verdade.  Recebi o melhor conselho: olha tua tatuagem. As palavras "tudo vai passar" parecem zombar de mim porque não parece,  realmente,  que tudo vai passar. Mas se esse era meu lema há dois anos, por que deixou de ser? Por que eu me esqueci que tudo passa? Tudo passa e realmente vai passar. Só que agora doi e continuará doendo por um longo, longo tempo. A cada coisa que me lembrará nós dois e nossas risadas, que lembrará o seu toque quente contra minha pele fria, causando em mim aquele choque bom que nunca vou esquecer.  Os copos na prateleira. Aa fotos no mural. A escova de dentes entre os livros. O chinelo esquecido no armário.  O colar partido guardado de volta em seu lugar de origem.  É tudo seu e você tem que vir buscar.
Tem que vir me buscar. .

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