Então, por favor, que comece a falar

É no vão das tuas palavras que te conheço
Tudo aquilo que deixa de dizer, assim sem querer
Porque não mereço
Que não posso, não devo saber

Não teria como te odiar
Apenas se me dissesse "não dá mais"
Então, por favor, que comece a falar
Meu nome, sobre o amor, sobre o para sempre e o jamais

Venha, não desista no meio de uma frase
Não me venha dizer que não importa
Que tudo não passa de uma fase
E eu que siga torta, quase caindo

E eu que siga me despedaçando
A cada palavra errada que solta dormindo
E eu que siga meio morta
Como Cícero: "meio desistindo"

"O que vamos fazer?"
Esquecer. Doer. Esquecer.
"O que não vamos dizer?"
Isso de novo. Dizer. Não dizer.

Não, não vamos nos deixar morrer.

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