como agora.

Nunca me senti tão sozinha como agora, não tenho ninguém para dizer como me sinto mal por ser tudo o que sou. Não tenho a quem bater desesperada na porta e pular num abraço apertado.
Preciso de um amigo, de um sorriso, de um tapa que me acorde e me faça sorrir ao ouvir “pare de frescura!”. Preciso apenas ter o poder de sair de casa à procura de um ouvido que me escute ou talvez umas piadas sem graças que me façam rir.
Preciso, Vida, preciso de alguém que me ame. Não falo de amor carnal ou algo assim. Falo de amor que é amizade. Que é ter a certeza de nunca estar sozinho.
Preciso sentir o perfume que conheço como se fosse o meu próprio. Preciso de um toque na mão que conheço como se fosse a minha e preciso, Vida, desesperadamente, de um olhar que entenda tudo que eu queira dizer sem ter que dizer uma palavra.
Soo egoísta com os amigos que tenho, mas é que eles estão longe. Eu estou longe e tudo que queria nesse momento era estar dentro do abraço deles.
Preciso, urgentemente, desesperadamente, aflitamente de amor e amar. Preciso voltar para casa.



Se ao menos eu soubesse onde ela fica.

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