Vazios.

Ar que some
Palavras que faltam
O perfume em minhas mãos
E, em meus lábios, teu nome

Janelas abertas
Paredes que aprisionam
Os calos sem doer
O quase escrever
O eterno bloqueio

Outra parede
Um muro não derrubado
O deixar de amar
O fim de tudo
Que agora é nada

Sem ar que some
Sem palavras trocadas
E que faltam
Nem teu nome
Nem beijos

Olhar vazio. Sem borboletas
Sem arrepios.
Sem vida.
Cheios de vazio.

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