Deixa o céu onde está...


Lutei por muito tempo
E ainda não sei dizer se ganhei ou se perdi
Acho que, às vezes, ainda luto
Contra o vento, contra o peito, contra tudo que tenho porque pedi

As mãos são calejadas por segurar o céu sobre os ombros
As costas doem e eu, Atlas por vontade, aqui me prendi
[Para sempre
Ainda tentam encontrar meus restos sobre escombros
Das minhas próprias mentiras e verdades
Da minha falsa identidade de me chamar de “eu”
Da minha falsa coragem

Com sinceridade ou sem
Digo “eu te amo” quando quero
Fecho os olhos enquanto espero
Uma resposta, um virar de costas, uma lágrima, uma risada

E teu riso ilumina a escuridão de minha alma
Jogo sobre teu corpo o céu e descanso minhas juntas cansadas

Beija minha mão e suga para ti minha solidão
Beija minha mão e me leva contigo
Me arrasta para onde nunca fui
Aonde nunca me permiti ir

Deixa o céu onde está
Transforma lágrimas em estrelas e me inclui
Nesse teu paraíso sem tempo, sem luta, sem ressentimento, sem culpa
Deixa o céu onde está
E foge comigo para dentro do sonho que é realidade

E foge comigo, Humildade.

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