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Uma mão me puxa para cima, arfo a procura de um ar que me aguente, que me salve... A água foge de meus pulmões pela boca que você tanto beijou. Peito sobe e desce veloz, as pernas tremem, as mãos também. Você tira o cabelo do meu rosto e pergunta o que diabo estava fazendo. Não sei, arranho a garganta tentando responder. Não sei.
Então você me abraça sem se importar com a água que sai de mim e te ensopa a roupa. Me abraça apertado como se salvando a si e não a mim.
Não sei, digo de novo, não sei.
É assim, Vida, que ele me salva toda vez que diz me amar... E, não sei, respondo, toda vez que me pergunta o que estive fazendo... Eu não sei o que estive durante todo esse tempo... Até ele aparecer.
E me salvar.

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