Rimando Pobremente


Exorcizei cada pensamento
Exorcizei cada toque ainda sentido na pele
Exorcizei a ti e o teu temperamento
Exorcizei tudo aquilo que um dia venha e te revele

Mas meu peito ainda dói, meu amor
Como se uma parte tua ainda estivesse dentro de mim
E batesse, batesse, batesse feito dor, meu amor
Desculpe as rimas pobres, mas ainda choro pelo fim

Não posso acreditar que se esqueceu
De cada beijo e de nós dois dormindo na chuva
Não, não posso aceitar que já não é mais meu
E que tua mão deixou de ser minha luva

Ah, as rimas que sempre te incomodaram
Continuam vivas e pulsando
E nem o tempo ou a vida por completo te exorcizaram
E eu sigo te amando

Como amo cada rima sem valor
Como rimo, meu amor, como se conseguisse salvar o “nós”
Quando já me abandonou e foi ser apenas “você”
Mas volte ou ligue... “Queria apenas ouvir tua voz”

Ah, volte que eu paro de rimar
E de tentar te exorcizar
Quando sei que não tem mais volta.

Cansei e esqueci as frases certas em latim
Então, te digo normalmente, rimando pobremente, o que mais quero:
Volte pra mim.

Apenas volte.

0 Comentários: