eu morri.


Sorrio um ‘oi’
Para alguém que não nota meu olhar
Não me perguntem o que foi
Só quero me deitar aqui e chorar

Dormir para sempre
Viver num sonho encantado
Não, não queira que eu me lembre
De como eu já fui no passado

Eu sorria
Eu ria
Eu vivia

Mas desisti de tudo
Porque alguém me matou
Acho que fui eu

Cortei os pulsos do meu sorriso
E a felicidade do meu olhar eu suguei
Sou vampira e me alimento do meu próprio sangue

Que borra o imaculado piso
Que um dia eu limpei

Piso imaculado banhado a lágrimas
Foram tantos choros que eu desisti de contar
Perdi a conta
Me perdi quase na ponta

De um novo começo
De uma nova chance

Chance. Começo. Vida.

Eu morri.

Matei a antiga.
E odeio a nova.
Essa figura nada amiga
Que me olha nos olhos de um reflexo de espelho

Não, não me dê conselhos

Apenas diga que vai ficar tudo bem
Que nada nem ninguém
Vai me machucar de novo
Que tudo será bom de novo
Que o mundo é bom.

De novo. Novo. De novo. O novo.

Rasgo o velho
E me cubro com a novidade
De ser eu mesma

Não quero.
Quero ser só a verdade
De ser o que espero.

O que eu espero de mim
Não você. Não ninguém.
Eu. Fim.

Mas é tão fácil falar

Mas tudo vai ficar bem...
Não é?

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