Tequila

Sozinho, mais uma vez
Qual é a novidade?
Um copo de vinho, incensatez
Um poquinho de vaidade
Apenas para perder a timidez

Sozinha, desesperada
Tem medo do dia de amanhã
Com os dois pés fora da linha, suada
No hálito licor de maçã
A mente sã, apenas um pouco perturbada

Solitário, mas não gosta da solidão
Desistiu do cinema e esqueceu os problemas
A esse horário nada presta na televisão
Só o que resta é o seu desafinado violão
E com versos rimados ele fará uma canção

Solitária, está aflita
Seus pais não ligam mais, ninguém liga
É adversária de sua própria vitta
Ela não aguenta mais ser a amiga
É um pouco autoritária, rasga revistas
Ela escuta uma canção no toca-fitas

Sem ninguém, ele canta bem alto
Rimando paixão com coração
O ritmo que mantém é quase carros freando no asfalto
E sabe também que lá fora há razão
Nele não
Mesmo sem saber, a música fala dela

Sem ninguém, ela olha pela janela
Vê alguém que canta sem olhar pra ela
Rimando agora volta com porta
E dizendo que cansou de estar sozinho
Ela está no mesmo caminho

Desafinado ele grita por amor
O vinho agora embaralha suas frases
O passado causa dor
E sozinho é dificil suportar essas fases
Ele olha pra cima e a vê, bonita, pequena, aflita, serena

Ela olha para baixo e o vê, cansado, bêbado, desafinado, conturbado
Ela se apaixona mais uma vez
É culpa daquele péssimo licor
Ele telefona com rapidez
É culpa daquele maldito amor

Eles não estão mais sozinhos
E hoje bebem tequila invés de licor ou vinho
Dizem que é melhor, mais forte
E prometeram se separar apenas na morte
E não culpam ninguém por ter tanta sorte.


ACHO QUE É HORA DE DAR TCHAU ! (: