Orgulho, Barulho, Burrice, Idiotice


Eu simplesmente me acostumei a pensar em nós dois
Quer dizer, em você
Eu praticamente esqueci tudo que eu vi depois
Sei que quem não quer ver, não vê

E eu não quero te ver com ela
Não quero saber que se está tudo bem
Não suportaria te ouvir dizendo “eu te amo” no ouvido dela
Nem no de mais ninguém

E no meu?
Você nunca disse, se esqueceu?
Você sempre dizia “eu também”
Era eu quem falava de amor

Com beijos ou sem
Era eu quem sentia calor
Era eu quem amava, me dedicava, escrevia rimas
Era eu quem falava, te buscava, procurava, te rondava por baixo e por cima


E tudo isso não valeu a pena
Tua saliva sempre foi doce que envenena, vicia
Tua respiração a minha drena e eu me perdia
Dentro da tua mão me achava pequena, encolhia

E eu adorava isso
Bem como uma viciada que não percebe o mal que faz
Adorava esse relacionamento submisso
Você faz o que faz e fez por que sabe que é capaz

Sabe que no fim estarei te esperando de braços abertos
E um beijo pronto pra grudar na tua boca
Meu amor como uma oferenda eu te oferto
Tudo isso para que você me chame de louca, diga que eu sou pouca

Perdi o juízo
Ele caiu da minha mão para que eu pudesse segurar a tua
Fiquei no prejuízo
Meu coração se despedaçou ao cair no chão da rua

E a razão?
Essa saiu correndo, bem que ela fez
E a emoção?
Essa veio me vencendo, sem timidez

E eu?
Eu cai no teu abraço
Me joguei e fiz do meu corpo o teu
E gritei “eu te amo” até ser ganha pelo cansaço

Por quê?
Simples, você nunca me quis
E isso já é o bastante para que eu queira te fazer feliz
Mesmo que para isso eu tenha que ser infeliz.

Orgulho, burrice
Chame como quiser
Todo esse barulho, toda essa idiotice
Tudo isso para que você diga que me quer
Para no fim eu dizer:
“Você jamais saberia me fazer mulher”.

ACHO QUE É HORA DE DAR TCHAU!

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