Soltando palavras

Soltando palavras

A beleza do nada
Não pode ser tocada
É inatingível, dá choque
E eu sou previsível e gosto de rock

A beleza do tudo
É feia e feita apenas para surdos
E eu não sou verdadeira
E a cada meio segundo mudo

A dor do não saber
É piro do a do saber
Pois sabendo você sabe a hora certa de correr
Não sabendo você vai ter que ficar para ver

Gosta de surpresas?
Eu não
Aprecia a beleza da natureza com tanta destreza que enche os olhos de emoção?
Eu não

Nada me abala
Nada me comove
Ninguém me cala
Ninguém me absolve, resolve, me move

Sou pesada / errada / mal ajustada
Sou perdida / sem vida / atrevida / despercebida / desesperada
O que eu sou?
Ah! Eu sou a palavra não dita...

Sou a lágrima não derrubada
As palavras não gritadas e contidas
Sou a boca nunca beijada
E as letras não escritas, não lidas, não cantadas ou repetidas

Sou a beleza do nada
A feiúra do tudo
Sou a boba apaixonada
A tarja preta num filme mudo

Sou o teu coração
Sou a tua mão
Sou essa maldita canção
Sou a quinta estação

E o que quero?
Ah!
E o que eu espero?
Ah!

Você sabe
Ah! Não sabe?
Não finja que não cabe e acabe
Logo com isso

Simples e sem compromisso
Sou fácil, ossos do oficio
Sou ágil, não caio de precipícios, nem em você

Calei...


É Hora de Dar Tchau ! 9:

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