Confusas Palavras

Olha eu aqui de novo e advinha??? Poemaaaaa! Sim, sim, sim! Esse é compridinho, eu tava meio inspirada sabe? hahahhaa Espero que goste e aaah! Não dá bola não, ele tah beem maluco mesmo... (:




Confusas Palavras

 

Quando eu disse que te faria feliz

Era isso mesmo que eu quis dizer
Eu não estava brincando e tu não estavas sonhando

Eu não menti como diz
Eu não aprendi a mentir apesar de te ter como exemplo
Não aprendi a sorrir apesar de estar chorando

Tu que eras bom nisso
De fingir que vivia num templo
Onde não se pode chorar, gritar, amar

Pois eu choro, eu grito e eu amo
Pois eu oro, eu acredito por isso ainda te chamo
E tu não vens até a mim

Tu foste embora sozinho
Foi tão fácil me tirar do teu caminho
Que nem sei como não acredito que já passou do fim

Foi tão rápido e abrupto
Inesperado é eufemismo
Teus gestos nenhum pouco brutos

E eu me joguei da ponta do abismo
E não voei como pensei que seria
Eu cai no infinito

E quem diria
Que isso foi até bonito?
A morte é bela?

E a sorte te prende numa cela
Te faz acreditar no amor
Nisso que não existe, que é imaginário

Sim, o amor é inventado
Só existe aquele gostoso calor
Depois mais nada

Sei que isso é triste, até mesmo hilário
Mas o calor passa rápido demais
A relação fica cansada

E tu se cansaste de mim
É eu sei
Foi fácil não?

Eu queria dizer que não queria que tivesse sido assim
Mas eu não sei
Não tenho idéia, nem noção

Eles me olham que nem platéia
Esperando uma reação
E eu não faço nada, não me mexo

Foi por isso que me deixou?
Por que não tomei uma atitude?
Por que não entrei nos eixos?

E a minha juventude?
E a minha poesia?
E as minhas paixões?

Não, não quero
Sei que o amor ilude
Sei que é fácil viver de fantasia
Mas eu não quero mais brincar de sete anões

Não quero mais ser a branca de neve
Aquela que está congelada
Esperando por um maldito beijo

E se o meu novo eu não te serve
Não posso fazer nada
Então eu me deixo

Por que me deixar é fácil
Todos fazem isso
Posso ser lento ou ágil

Mas a tortura será a mesma
A loucura do compromisso
A sobriedade do vicio

O que eu quero afinal?
Você?
Não, você me faz mal

Te esquecer?
Não, isso não é real
Mas o que é?

Não me diga que tudo vai bem
Não, não vai
Você sabe disso tão bem quanto eu

Eu prefiro viver sem
Sem mãe, irmão, pai
Sem mão, sermão, sem ai

Sim, pois esqueci daquele que me esqueceu
Não, isso você não leu
Isso é mentira

Pois eu menti quando disse que mentir não sabia
Mentirosa, frustrada, cansada
Idosa, apaixonada, passada

Essa sou eu?
Esse é você?
O que quero?

Perguntas idiotas
Que quem as fez já esqueceu
É o que eu espero

Respostas?
Não, elas são imaginarias e irreais
Me dá as costas?

Ora, ora suas costas são até  legais
Me mande embora
Por favor, faça isso agora

Porque eu não estou conseguindo parar
Meus dedos já estão doendo
Vou chorar

Estou cedendo
Parando de respirar
Venha me buscar

Por favor
Não jogue fora nosso complicado amor
Por favor

Adeus

 

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