Platônico // Muro

Oie

Já peço desculpas pelo post não ter imagem e parecer ser tão sem graça, é que eu estou sem o meu querido computador e o que eu uso não tem os programinhas que eu uso para editar as fotos, e foto sem edição não tem graça, na minha humilde opinião, claro...

O primeiro poema eu escrevi há algumas madrugadas, eu estava olhando para o teclado há horas e não vinha nenhuma rima, mas depois eu consegui terminá-lo e aqui está ele:


Platônico

Não sei por que, mas te quero
Te quero de uma maneira que assusta
Que causa pesadelos à madrugada

Não sei por que eu ainda espero
Uma resposta tua, mas o quê custa?
Me diga qualquer coisa, mas não nada

Diga que não quer o que eu ofereço
Que vai pensar
Que eu não te mereço
Que uma amizade é ruim atrapalhar

Diga que o problema não é comigo e sim com você
Que não é para ser
Que tem medo de me machucar
Que não quer me desapontar

Ou diga que me quer também
Que sonha comigo e acorda atordoado
Que eu sou tudo que você quer e não tem
Que eu te faço esquecer o passado

Diga que vai ficar tudo bem
Que eu e você formamos um par perfeito
Que decorou cada um dos meus trejeitos
E que me quer deitada em teu peito

Ou ligue quando sentir saudade
Nem que seja apenas para ouvir minha voz
Que seja apenas por amizade
Que nunca exista o “nós dois”!


E esse outro, eu escrevi hoje as seis da manhã, logo depois de ter assistido ao filme “De volta para o futuro III”, não que tenha alguma coisa a ver com filme, não, nada disso, é que eu estava completamente sem sono, mesmo depois de ter assistido aos maravilhosos filmes que passa de madrugada na Globo.
E sim, isso foi uma ironia.
Eu fui me deitar e encontrei meu caderno aberto na página em que eu tinha começado a escrever o poema, como se o destino estivesse me mandando escrever naquele exato momento.
Coisas assim sempre acontecem comigo, e um caderno esquecido em cima da cama desarrumada eu chamo de destino.
XD!


Muro

Eu me perdi há muito tempo
Confundi sentimentos
Soltei palavras que não quis aos ventos
Causei a mim inúmeros sofrimentos

Foi por medo
Medo de que ainda fosse cedo
Cedo demais, tarde demais
Que eu não me entreguei por inteiro

Desperdicei chances e amor verdadeiro
Por medo de amar
Por medo de cansar, de suar
De não poder voltar

Tanto trabalho duro para nada
Continuo em cima do muro da casa errada
Continuo fazendo serenatas a surdos
Continuo soltando e fazendo absurdos

Meu coração não me obedece
Parece adolescente que não cresce
Que bate o pé e faz o quer
Que me mexe com uma pequena colher

Que me mistura ao passado
Que me prende a um futuro apagado
Que me abandona em um presente ultrapassado
E me impede de seguir o combinado

E eu me sinto alucinado
Por aquilo que me faz prisioneiro
E mesmo aprisionado
Sonho em voltar a ser inteiro, a ser eu mesmo

Aquele que eu era
Antes de me afogar no mar do amor
Aquele que nunca espera
As lágrimas de dor

As lágrimas que nunca derrubei
Que eu aprisionei
Dentro de meu olhar castanho
E hoje estou lotado e me sinto estranho

Talvez eu chore ou não
Talvez eu ore pedindo perdão
Perdão pelos pecados nunca cometidos
Pelos desejos sempre firmemente contidos

Talvez eu finalmente escolha em que lado pular
Ou talvez eu fique sempre com medo de cair e me quebrar
Pois se me quebro, quem ai de me consertar?
Pois se eu erro, quem de nós vai acertar?

Me deixe aqui em cima um pouco mais
Se me demorar, venha me buscar
Me ensine como é que se faz
Nessa tua arte de amar!


Esses dias me perguntaram porque eu escrevo sobre amor, se era um reflexo do que eu sentia ou gostaria de sentir, e eu respondi que nunca tinha a ver comigo, que o que eu escrevia era reflexo do que eu lia em livros, do que eu via em filmes e do que eu presenciava em relacionamentos complicados dos meus amigos ou apenas historinhas que vinham na minha cabeça antes de dormir.
Mas talvez, em meu subconsciente, eu deseje um amor assim, perturbador, intenso, que mereça linhas rimadas em poemas, ou talvez não...

Depois de filosofar um pouquinho, acho que...

É hora de dar Tchau!!!

P.S “ Sem p.s. hoje”

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